1 de agosto de 2012

olimpíadas

“Você não sabe o que eu caminhei, para chegar até aqui.”
Essa frase faz parte de uma canção do grupo Cidade Negra, mas poderia ser a frase de cada atleta olímpico em Londres. Pois o jogo dura minutos! Algumas apresentações acontecem em segundos. Mas para atingir a tecnica necessária, foram milhares de horas de treinamento!
O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos da cidade grega de Corinto fazendo comparações entre os treinamentos dos atletas das antigas olimpiadas gregas e a vivência cristã: “Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio. Todo atleta que está treinando agüenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre. Por isso corro direto para a linha final. Também sou como um lutador de boxe que não perde nenhum golpe. Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.( 1 Co 9.24-27)
Todo bom atleta ou bom profissional precisa perseverar na preparação. Certa vez um bombeiro reclamou dos muitos treinamentos. Dizia que em sua pequena cidade iria no máximo ajudar um gatinho a descer de uma árvore e por isso não entendia o porquê de tanta capacitação. Porém, no outro dia foi acionado porque uma criança passava mal. O bombeiro, que fora bem treinado, sabia o que fazer e conseguiu salvar a vida de uma menina que se esgasgava. Todos lhe abraçaram e ele então sentiu que tudo tinha valido a pena, ainda que fosse somente por aquela única vida!
Quando o assunto é a vida eterna, então deveríamos levar ainda mais a sério os conselhos recebidos, e a oportunidade de treinar. O conselho bíblico é persistir, perseverar, permanecer em Cristo, que já venceu a morte. Ele mesmo nos diz: “Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. (Jo 8.31)”. “Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. (Jo 15.4)”
Se o ginasta precisa permanecer em pé, se o jogador precisa acertar a cesta ou fazer o gol, o cristão precisa permanecer em Jesus, não apenas para somar alguns pontos, mas sim para ser medalha de ouro, ou melhor, para receber a coroa que dura para sempre!
Não sei de todos os sacrifícios que cada atleta olímpico passou para chegar em Londres, mas sei que Jesus suportou a cruz e venceu a morte, para que todos possamos chegar ao Reino do Céu! Por isso quero persevera nele!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Comunidade Cristo Redentor –
Três Vendas, Pelotas, RS
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2 de julho de 2012

O Melhor para Deus


“Não deixe para amanhã aquilo que pode ser feito hoje!” Este ditado popular é bastante usado e continua tendo o seu valor. Por que deixar para amanhã algo importante que está ao nosso alcance fazer hoje? Talvez amanhã seja tarde demais e não tenhamos mais oportunidade de fazer aquilo que podemos realizar agora.
O autor de Eclesiastes dá um conselho extremamente importante para as pessoas, especialmente aos jovens: “Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho mais prazer na vida.” (Ec 12. 1) Ou seja, lembre de Deus durante o vigor dos melhores anos e enquanto o espírito empreendedor e otimista da juventude está com eles. Dedique o melhor para Deus.
É comum ouvirmos jovens dizendo: “vou aproveitar a vida, depois eu talvez dedique algum tempo para Deus”. O que seria “aproveitar” a vida, senão dedicá-la a Deus? Pois o autor de Eclesiastes, inspirado pelo Espírito Santo, nos estimula a dedicar o nosso melhor para Deus agora, pois é agora que temos a oportunidade de fazê-lo, usando os dons que ele nos concedeu.
É agora que o nosso vigor e o nosso entusiasmo podem ser usados para que o evangelho de Cristo chegue ao coração de todas as pessoas, transformando vidas, tirando o pecador das trevas do pecado para a luz da salvação em Jesus Cristo.
Podemos servir a Deus de diversas maneiras. O Senhor tem abençoado muitas pessoas com diferentes dons. Uns podem ser evangelistas, outros pastores, outros diáconos, outros bons pais, bons filhos. Não importa o chamado que você tenha, ou as habilidades que possui, é com esses dons que importa servir a Deus.
Uma ótima oportunidade de dar o nosso melhor para Deus este ano é ajudar ofertando para a casa pastoral. Se todos os irmãos unirem forças, conseguiremos de fato os recursos necessários para a conclusão da obra.
Dedique o melhor que você possui a Cristo, invista a sua vida naquele que morreu por todos. Seja instrumento nas mãos do Criador para que a alegria e a salvação possam ser compartilhadas com este mundo tão necessitado de vida verdadeira. 

 Adaptado de "O nosso melhor para    Deus, escrito pelo Rev. Gustavo Schmidt

18 de abril de 2012

Silêncio

Quando não somos atendidos em nossos desejos, pode haver um sentimento de frustração. Planos não concretizados nos fazem perguntar: “Deus está ouvindo? Ele sabe mesmo o que eu preciso? Por que não responde?” Entre a sexta-feira da morte de Jesus e o domingo da sua ressurreição, parece ter havido um silêncio no sábado. Um dia de perguntas, de dúvidas, de medo, talvez até frustração. Mas no domingo, o plano de Deus foi levado adiante. Continue confiando a Deus os seus planos e desejos porque, mesmo que haja um período de aparente silêncio, o Pai estará trabalhando em seu favor.



Oração: Pai, ajude-me a confiar em você mesmo quando parece que você está em silêncio. Em suas mãos entrego meus planos, e, assim, posso descansar. Por amor de Jesus. Amém.

Leia Lucas 23.50-56

13 de abril de 2012

Titanic

Qual foi o maior naufrágio da história?

Imagino que o primeiro nome que nos vem à mente é o do Titanic, transatlântico que há 100 anos, na noite de 14 para 15 de abril de 1912, afundou nas águas geladas do Atlântico, tirando a vida de 1500 pessoas.

Mas o Titanic não foi o maior, nem o segundo maior. Não está sequer entre os 5 primeiros.

O maior naufrágio da história, em termos de numero de vitimas, foi o do navio Wilhelm Gustloff, no dia 30 de janeiro de 1945. Cerca de 10.500 civis, a maioria mulheres e crianças, fugiam da crueldade e voracidade do exercito russo que adentrava a Polônia e Alemanha. Foi atingido por três disparos de um submarino soviético e naufragou, tirando a vida de 9.500 pessoas.

Isto me lembrou de que nem sempre aquilo que recebe mais propaganda é, de fato, o maior ou mais grave.

E nem sempre é aquilo a que é dado maior atenção é o que realmente importa.

Às vezes os olhares se fixam em determinados problemas, como se fossem os maiores e únicos da sociedade. Enquanto outras questões mais graves ficam sob a superfície, esperando serem abordadas.

Isto também acontece com as coisas boas. Parece que o grande motivo de alegria é ganhar um aumento, ver o time ser campeão, aparecer na TV, ganhar um carro... Mas há coisas maiores e mais importantes. Um casal que se reconcilia, um filho que volta para seu pai ou sua mãe. Uma criança que é salva do aborto. Uma contribuição única no trabalho. Uma hora bem empregada de atenção e cuidado com quem amamos. Aquelas coisas que dificilmente ganham a primeira página...

Com a maior de todas as alegrias, isto acontece o tempo todo. Jesus entrega sua vida por toda humanidade - por sinal, numa grande tragédia, a da cruz. Mas frequentemente esta noticia fica no rodapé da pagina, enquanto quem ganha as letras gigantes são alegrias fugazes, frágeis, superficiais.

Mesmo assim, ela permanece como a maior de todas. Completa. Ao alcance. E, se os navios afundam quando têm seus cascos perfurados, nossa vida é diferente. Quando torpedos nos acertam, quando batemos e o coração começa a fazer água, não é preciso concluir que o naufrágio será certo. Cristo nos perdoa, restaura, e nos mantém na superfície, nos permitindo continuarmos a navegar na paz e certeza de seu amor.

Para podermos sempre dar atenção ao que realmente importa

Pastor Lucas Albrecht

14 de março de 2012

Uma guerra NADA santa!

Na última Veja o assunto foi corrupção religiosa – O templo da perversão e A guerra nada santa dos pastores – ilustrado com a imagem de Jesus expulsando os mercadores do Templo. As acusações são assassinatos, estupro, tortura, bandidagem, enriquecimento ilícito, envolvimento corrupto com política e polícia, e por aí. Conforme denúncias, “em seu reinado de trevas usam a religião para ganhar poder e dinheiro”. As testemunhas são pessoas que tinham ligação de confiança que por disputas internas se tornaram inimigas mortais.

É lastimoso ver tudo isto quando a lama respinga em todo o cristianismo nestes tempos de proibição de crucifixos e achincalhamento dos conceitos morais e éticos nos Tribunais de Justiça, dos princípios básicos defendidos nas Escrituras Sagradas para a sobrevivência da sociedade. A corrupção vem de todos os lados, de fora e de dentro, e por isto o descrédito geral com as  instituições tradicionais. Quem ganha? Os “falsos profetas” que se aproveitam do caos social com promessas fundamentalistas de milagres e libertação. É assim no “mercadão” do reino religioso, político, esportivo, empresarial, enfim, neste aquecimento global de gente obstinada pelo poder, fama e dinheiro.

É perigoso falar mal dos outros, afinal, o telhado é de vidro. Até porque o único que pode pegar o chicote e expurgar a podridão é o Santo Filho de Deus. E o joio sempre estará no meio do trigo até a colheita – conforme disse Jesus àqueles que queriam uma faxina ditatorial. Mas isto não autoriza cruzar os braços e esperar o juízo final. Bem disse Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Por isto o conselho bíblico: “Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades (...) Procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam” (Efésios 5.16).
Por : Rev Marcos Schmidt

12 de março de 2012

O estado é laico, não anticristão. Uma reflexão!!!

No último dia 08 de Março, Cleber Benvegnú escreveu um artigo no Zero Hora sobre a retirada de crucifixos de prédios públicos. Vale a pena refletir...
A militância anticristã está em festa. Solta foguetes nas redes sociais. O Tribunal de Justiça gaúcho, acatando pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, mandou retirar crucifixos dos seus prédios. A decisão busca justificativa na laicidade do Estado. Todavia, estamos diante de um fenômeno cada vez mais recorrente: a cristofobia ou a crucifixofobia.
Senão, por que tanta implicância com a imagem do Cristo crucificado? Por que incomoda a ponto de virar prioridade do Tribunal? Que inibição pode causar sobre aqueles senhores da lei? E sobre as partes?
Transformar a retirada de crucifixos em uma causa existencial é típico preconceito disfarçado de pluralidade. Tendências semelhantes estiveram na gênese dos regimes mais abomináveis que existiram. Quando essa porteira se abre, por ela passam muitas outras medidas inibidoras da riqueza religiosa - histórica e cultural - da população, sempre com um disfarce bem costurado ao politicamente correto.É a mesma vertente que quer restringir o exercício da fé apenas e tão somente ao interior dos templos, bem escondido - como se fosse uma debilidade mental perniciosa à "sociedade racional".
Exatamente porque o Estado é laico, que os crucifixos não deveriam ser retirados. Porque laicidade significa respeitar a livre fruição religiosa. Note-se que há uma carga de ativa negação na decisão dos magistrados, algo que gera clara mensagem pública.
Ora, os crucifixos já estão ali, por decorrência histórica e social, sem que uma lei obrigasse a isso. Não há ofensa, inibição ou ferimento da crença alheia. Agora, porém, com esse ativismo destrutivo, o Estado manda derrubá-los - e, aí sim, fere a Constituição e desrespeita o Cristo, em símbolo, no qual 90% da população brasileira tem fé.
É um precedente para o perigoso dirigismo estatal sobre as manifestações religiosas do povo. Ao deus-Estado se delega o direito de decidir, até mesmo, sobre o que, onde e como exercer a religião.
O Estado é laico, não anticristão, não ateu. Ou também vão mandar derrubar a deusa Themis do Palácio da Justiça? Ou o Cristo Redentor do rio de janeiro? [grifo nosso].
No lugar de Cristo, eis que agora as paredes da Justiça gaúcha terão um branco, um vazio. Não é possível disfarçar o que está evidente: isso não é laicidade, é ateísmo anticristão mesmo - uma ditadura cultural que avança a passos largos em nossos dias. Já levava consigo uma montoeira de inocentes úteis. Agora seduz também doutores bem formados.
Veja o artigo na íntegra no Zero Hora 

8 de março de 2012

Dia da Mulher

Assisti na tevê a história do casal homossexual de Pernambuco que buscou a fertilização in vitro para ter uma filha. Um doou o sêmen e o outro recebeu ajuda da prima através da reprodução assistidaÉ a primeira criança brasileira que tem dupla paternidade no seu registro de nascimento. Segundo o juiz que deu o parecer, importa o afeto dos pais e não o sexo deles. Mas estudos comprovam que para o desenvolvimento sadio e completo da criança, é fundamental o afeto e o papel do pai e da mãe – produto escasso nestes tempos em que “todo o amor é válido” e explica a rebeldia infantil e a agressividade dos jovens.

A polêmica interessa às mulheres, sobretudo na reivindicação do que é delas nesta estranha “dupla paternidade”. Está lá a prima para comprovar o que é obvio, que “nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. Porque assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher” (1 Coríntios 11). No começo de tudo o Criador já tinha pronunciado: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gênesis 2.18). Outra versão usa a palavra “auxiliadora” (ézer no hebraico). Vale dizer que das 20 vezes que o termo aparece no Velho Testamento, 17 se referem a Deus e 3 vezes à mulher. Isto cala os machistas que usam o texto bíblico para provar a inferioridade feminina. Se isto é verdade, Deus também é inferior. Por isto o conselho quando o assunto é família: “Sejam obedientes uns aos outros (...) Esposa, obedeça ao seu marido como você obedece ao Senhor (...) Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja (...) Filhos, respeitem o seu pai e a sua mãe” (Efésios 5 e 6).
 
E neste Dia da Mulher vale lembrar que “a formosura é uma ilusão e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será elogiada. Dêem a ela o que merece por tudo o que faz” (Provérbios 31).

                                                                                                                  


Por: Pastor Marcos Schmidt