14 de março de 2012

Uma guerra NADA santa!

Na última Veja o assunto foi corrupção religiosa – O templo da perversão e A guerra nada santa dos pastores – ilustrado com a imagem de Jesus expulsando os mercadores do Templo. As acusações são assassinatos, estupro, tortura, bandidagem, enriquecimento ilícito, envolvimento corrupto com política e polícia, e por aí. Conforme denúncias, “em seu reinado de trevas usam a religião para ganhar poder e dinheiro”. As testemunhas são pessoas que tinham ligação de confiança que por disputas internas se tornaram inimigas mortais.

É lastimoso ver tudo isto quando a lama respinga em todo o cristianismo nestes tempos de proibição de crucifixos e achincalhamento dos conceitos morais e éticos nos Tribunais de Justiça, dos princípios básicos defendidos nas Escrituras Sagradas para a sobrevivência da sociedade. A corrupção vem de todos os lados, de fora e de dentro, e por isto o descrédito geral com as  instituições tradicionais. Quem ganha? Os “falsos profetas” que se aproveitam do caos social com promessas fundamentalistas de milagres e libertação. É assim no “mercadão” do reino religioso, político, esportivo, empresarial, enfim, neste aquecimento global de gente obstinada pelo poder, fama e dinheiro.

É perigoso falar mal dos outros, afinal, o telhado é de vidro. Até porque o único que pode pegar o chicote e expurgar a podridão é o Santo Filho de Deus. E o joio sempre estará no meio do trigo até a colheita – conforme disse Jesus àqueles que queriam uma faxina ditatorial. Mas isto não autoriza cruzar os braços e esperar o juízo final. Bem disse Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Por isto o conselho bíblico: “Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades (...) Procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam” (Efésios 5.16).
Por : Rev Marcos Schmidt

12 de março de 2012

O estado é laico, não anticristão. Uma reflexão!!!

No último dia 08 de Março, Cleber Benvegnú escreveu um artigo no Zero Hora sobre a retirada de crucifixos de prédios públicos. Vale a pena refletir...
A militância anticristã está em festa. Solta foguetes nas redes sociais. O Tribunal de Justiça gaúcho, acatando pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, mandou retirar crucifixos dos seus prédios. A decisão busca justificativa na laicidade do Estado. Todavia, estamos diante de um fenômeno cada vez mais recorrente: a cristofobia ou a crucifixofobia.
Senão, por que tanta implicância com a imagem do Cristo crucificado? Por que incomoda a ponto de virar prioridade do Tribunal? Que inibição pode causar sobre aqueles senhores da lei? E sobre as partes?
Transformar a retirada de crucifixos em uma causa existencial é típico preconceito disfarçado de pluralidade. Tendências semelhantes estiveram na gênese dos regimes mais abomináveis que existiram. Quando essa porteira se abre, por ela passam muitas outras medidas inibidoras da riqueza religiosa - histórica e cultural - da população, sempre com um disfarce bem costurado ao politicamente correto.É a mesma vertente que quer restringir o exercício da fé apenas e tão somente ao interior dos templos, bem escondido - como se fosse uma debilidade mental perniciosa à "sociedade racional".
Exatamente porque o Estado é laico, que os crucifixos não deveriam ser retirados. Porque laicidade significa respeitar a livre fruição religiosa. Note-se que há uma carga de ativa negação na decisão dos magistrados, algo que gera clara mensagem pública.
Ora, os crucifixos já estão ali, por decorrência histórica e social, sem que uma lei obrigasse a isso. Não há ofensa, inibição ou ferimento da crença alheia. Agora, porém, com esse ativismo destrutivo, o Estado manda derrubá-los - e, aí sim, fere a Constituição e desrespeita o Cristo, em símbolo, no qual 90% da população brasileira tem fé.
É um precedente para o perigoso dirigismo estatal sobre as manifestações religiosas do povo. Ao deus-Estado se delega o direito de decidir, até mesmo, sobre o que, onde e como exercer a religião.
O Estado é laico, não anticristão, não ateu. Ou também vão mandar derrubar a deusa Themis do Palácio da Justiça? Ou o Cristo Redentor do rio de janeiro? [grifo nosso].
No lugar de Cristo, eis que agora as paredes da Justiça gaúcha terão um branco, um vazio. Não é possível disfarçar o que está evidente: isso não é laicidade, é ateísmo anticristão mesmo - uma ditadura cultural que avança a passos largos em nossos dias. Já levava consigo uma montoeira de inocentes úteis. Agora seduz também doutores bem formados.
Veja o artigo na íntegra no Zero Hora 

8 de março de 2012

Dia da Mulher

Assisti na tevê a história do casal homossexual de Pernambuco que buscou a fertilização in vitro para ter uma filha. Um doou o sêmen e o outro recebeu ajuda da prima através da reprodução assistidaÉ a primeira criança brasileira que tem dupla paternidade no seu registro de nascimento. Segundo o juiz que deu o parecer, importa o afeto dos pais e não o sexo deles. Mas estudos comprovam que para o desenvolvimento sadio e completo da criança, é fundamental o afeto e o papel do pai e da mãe – produto escasso nestes tempos em que “todo o amor é válido” e explica a rebeldia infantil e a agressividade dos jovens.

A polêmica interessa às mulheres, sobretudo na reivindicação do que é delas nesta estranha “dupla paternidade”. Está lá a prima para comprovar o que é obvio, que “nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. Porque assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher” (1 Coríntios 11). No começo de tudo o Criador já tinha pronunciado: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gênesis 2.18). Outra versão usa a palavra “auxiliadora” (ézer no hebraico). Vale dizer que das 20 vezes que o termo aparece no Velho Testamento, 17 se referem a Deus e 3 vezes à mulher. Isto cala os machistas que usam o texto bíblico para provar a inferioridade feminina. Se isto é verdade, Deus também é inferior. Por isto o conselho quando o assunto é família: “Sejam obedientes uns aos outros (...) Esposa, obedeça ao seu marido como você obedece ao Senhor (...) Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja (...) Filhos, respeitem o seu pai e a sua mãe” (Efésios 5 e 6).
 
E neste Dia da Mulher vale lembrar que “a formosura é uma ilusão e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será elogiada. Dêem a ela o que merece por tudo o que faz” (Provérbios 31).

                                                                                                                  


Por: Pastor Marcos Schmidt